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Belo Horizonte, 2022

Mobilithas em Pauta

Case
#007 de #007

Quando a rua desacelera, a cidade acontece

 

Projeto conecta praças e redesenha interseções com medidas de baixo custo que priorizam segurança e convivência no dia a dia.

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O projeto está situado na Regional Venda Nova, no município de Belo Horizonte, e possui como área de abrangência as praças Alexandrina Maria Coutinho, Antônio Margarida e José Nogueira de Sá, além das ruas Sebastião Patrus de Souza e Nacip Raydan. As intervenções propostas visaram promover o tratamento das áreas de abrangência do projeto, bem como das interseções das aproximações imediatas, de forma a aprimorar a acessibilidade urbana e proporcionar maior segurança e  conforto  para  os  usuários  da  Mobilidade  Ativa

 

(principalmente ciclistas e pedestres), considerando como premissa uma intervenção de baixo custo e rápida implantação.

Topografia desafiadora, soluções inteligentes: Intervenções com travessia elevada, ilhas e sinalização tática reorganizam o espaço e reduzem a velocidade no entorno da praça.

projeto contempla a Praça Alexandrina Maria Coutinho e suas aproximações imediatas (esquina com a Rua Antônio José dos Santos, Rua Messias Coutinho, Av. Carlos Duarte Costa, Rua Antônio Ferreira de Barros e Rua Maçon Lauro de Oliveira). A praça se localiza junto à Rua Antônio José dos Santos, que, por sua vez, possui uma forte inclinação. Nesse sentido, verificou-se a necessidade de aplicar técnicas de moderação de tráfego,  de  forma  a

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Mapa de localização do quarteirão mencionado.

Fonte: Equipe Metrics.

reduzir a velocidade dos motoristas que perpassam pela área da praça, trazendo segurança aos usuários no espaço público. Para tanto, foi criada uma travessia elevada próxima à Rua Marçom Lauro de Oliveira, garantindo a acessibilidade e a redução de velocidades. Além disso, nas esquinas junto à Rua Carlos Duarte Costa e Rua Messias Coutinho, foram criadas duas ilhas que canalizam os fluxos e organizam o trânsito nessas interseções.

Fotoinserção da praça Alexandrina.

Fonte: Equipe Metrics.

As propostas de intervenções foram realizadas com o uso de pinturas no pavimento e tachões, alinhadas ao conceito de urbanismo tático, de forma a demarcar as áreas destinadas aos pedestres, como acréscimos de calçadas e ilhas de canalização. A acessibilidade também foi tratada com a proposta de rebaixamentos de calçada para pedestres, de acordo com a NBR9050/2020, e com a demarcação de novas travessias para pedestres. O projeto prevê também áreas para estacionamento condizentes com a demanda e a redivisão de faixas, sem prejuízo ao tráfego local.

Foto da Praça Alexandrina.

Fonte: BHTRANS.

Mais acesso, menos distância para atravessar: Alargamento de calçadas, ilhas de refúgio e novos raios de esquina qualificam a circulação no entorno da praça.

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O projeto contempla a Praça José Nogueira de Sá e suas aproximações imediatas (esquina com a Rua Nacip Raydan, Rua Crisanto Muniz, Rua Joviano Coelho Júnior, Rua Virgilino Rosa e Rua Sebastião Patrus de Souza) e teve a finalidade de tratar toda a rotatória da praça e suas interseções. ​Partindo da premissa  de  uma  intervenção  de  baixo  custo   e   rápida implantação, o urbanismo tático foi aliado ao projeto, utilizando-se também de pinturas no pavimento e tachões para a demarcação de 

Mapa de localização dos quarteirões mencionados.

Fonte: Equipe Metrics.

de áreas destinadas aos pedestres, como acréscimos de calçadas e ilhas de canalização. Além disso, o projeto propõe a implantação de ilhas de refúgio e alargamentos de canteiro, criando mais possibilidades de acessos seguros até a praça. Da mesma maneira,  a  acessibilidade  também  foi  tratada de acordo com a NBR9050/2020, além de prever áreas para estacionamento condizentes com a demanda e a redivisão de faixas.

Fotoinserção da Praça José Nogueira de Sá.

Fonte: Equipe Metrics.

Uma tratativa específica ao contexto da praça em questão foi a previsão de acréscimo das calçadas em todos os quarteirões, garantindo o ajuste de raios em todas as esquinas  e  permitindo  a criação  de   estacionamentos em 45° e a diminuição da extensão das travessias de pedestres. Ademais, também foi prevista a revitalização da ciclofaixa existente no local, conectando duas ciclovias existentes no local.

Fotoinserção da Praça José Nogueira de Sá.

Fonte: Equipe Metrics.

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Foto da Praça Nogueira de Sá com vista para Rua Nacip Raydan.

Fonte: BHTRANS.

Curvas que fazem desacelerar: Pinturas na via induzem a redução de velocidade e tornam o trajeto mais seguro para todos os modos de deslocamento.

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A Rua Sebastião Patrus de Souza, bem como suas aproximações imediatas (extensão entre a Praça José Nogueira de Sá e a Rua Augusto dos Anjos, além dos cruzamentos com a Rua Newton da Costa Silveira, Rua José Dias Viêira, Rua Dante Grassi e Rua de Pedestre M) também fazem parte do escopo do projeto. Por se tratar de uma rua com uma forte inclinação e com a presença de uma ciclofaixa, foi necessário aplicar técnicas de moderação de tráfego, por meio da criação de sinuosida-

Mapa de localização dos quarteirões mencionados.

Fonte: Equipe Metrics.

-des pintadas sobre a via. O objetivo foi reduzir a velocidade dos veículos que trafegam na área e promover uma maior segurança a todos os usuários, além de proporcionar a revitalização da ciclofaixa existente. ​A proposta de Zona 30 nessa área teve a finalidade de complementar o projeto da Praça José Nogueira de Sá, incluindo o tratamento da ciclofaixa. Somando-se a isso, houve o tratamento de toda a via e de suas interseções, considerando, assim como nas outras áreas de abrangência do projeto, uma intervenção de baixo custo e rápida implantação. O projeto prevê também áreas para estacionamento paralelo e a redivisão de faixas de rolamento, sem prejuízo ao tráfego local.

Foto da Rua Sebastião Patrus de Souza.

Fonte: BHTRANS.

Entre duas praças, um caminho mais seguro: Redesenho viário transforma a conexão com soluções que reduzem velocidades e organizam fluxos de veículos, ônibus e pedestres.

Com a finalidade de complementar os projetos das Praças José Nogueira de Sá e Antônio Margarida, de modo a conectar ambos os espaços de forma mais segura, foi proposta uma Zona 30 para a Rua Nacip Raydan e suas aproximações imediatas (extensão entre as Praças José Nogueira de Sá e Antônio Margarida, além dos cruzamentos com a Rua José Dias Viêira, Rua Dante Grassi e Via de Pedestre José Maria de Paula).

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Mapa de localização do quarteirão mencionado.

Fonte: Equipe Metrics.

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Para esta intervenção, foi verificada uma inclinação considerável da via e a presença da operação do transporte público. Para tanto, seu novo traçado implicou em criar vagas em um ângulo de 30° para estacionamento de veículos, além da sinalização dos pontos de embarque e desembarque de ônibus, incluindo a acomodação dos veículos que aguardam, uma vez que a área abriga o ponto final de algumas linhas. Além disso,   o    tratamento   de  toda  a  via  foi  feito  com   o

Foto da Rua Nacip Raydan.

Fonte: BHTRANS.

uso de pinturas no pavimento e tachões, alinhadas ao conceito de urbanismo tático, incluindo a demarcação de áreas destinadas aos pedestres, como acréscimos de calçadas e sinuosidades. 

Fotos de drone da Rua Nacip Raydan.

Fonte: Bruno Batista.

A praça no centro, as pessoas no caminho: Intervenção redesenha o entorno com ilhas, travessias e áreas ampliadas para pedestres, tornando os acessos mais seguros e intuitivos.

O projeto contempla a Praça Antônio Margarida e suas aproximações imediatas (esquina com a Rua Nacip Raydan, Rua Márcio Lima Paixão, Rua Vicente de Carvalho, Rua Carlos Alberto e Rua Newton da Costa Silveira).​ A proposição também se utilizou de aspectos alinhados ao urbanismo tático. Nesse sentido, foram demarcadas, com pinturas no pavimento e tachões, as áreas destinadas aos pedestres, como acréscimos de calçadas e ilhas de canalização. Além disso, na interseção junto à Rua Vicente

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Mapa de localização do quarteirão mencionado.

Fonte: Equipe Metrics.

Foto de drone da Praça Antônio Margarida.

Fonte: Bruno Batista.

de Carvalho, foi criada uma ilha para pedestres, responsável por canalizar e organizar o fluxo. 

Toda a sinalização foi pensada de forma a estruturar a circulação no entorno da praça, trazendo mais segurança para todos os usuários. Assim, a proposição incluiu a criação de novas travessias de pedestres, como, por exemplo, na ilha projetada junto à esquina com a Rua Márcio Lima Paixão, e o aprimoramento  da  sinalização    das    travessias   existentes.

O projeto também contempla a implantação de ilhas de refúgio e alargamentos de canteiro, criando mais possibilidades de acessos seguros até a praça, bem como o tratamento da acessibilidade urbana, com a proposta de rebaixamentos de calçada para pedestres, em acordo com as premissas da NBR9050/2020.

Foto da Praça Antônio Margarida.

Fonte: BHTRANS.

Ficha técnica

Projeto técnico: Janaína Amorim (pelo Instituto Wuppertal)
Execução: BHTRANS e Prefeitura de Belo Horizonte
Local: Bairro Venda Nova, Belo Horizonte/MG
Status: Intervenção temporária executada – Julho, 2022

Créditos

Imagem de capa: BHTRANS.

Imagens: BHTRANS.

Fotos de drone: Bruno Batista.

Mapas e Fotoinserções: Equipe Metrics.

Textos e Edição: Equipe Metrics.

Como citar
MOBILITHAS SOLUÇÕES DE MOBILIDADE URBANA. Quando a rua desacelera, a cidade acontece: case Zona 30 – Praças Venda Nova. 2023. Disponível em: http://www.mobilithas.com/zona-30-praca-venda-nova. Acesso em: dd mm. aaaa.

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